Disponível para baixar a 7ª edição do fanzine Besos y Bombas

Publicado originalmente em La Rebelión De Las Palabras

Um novo “incêndio” do fanzine Besos y Bombas veio à luz depois de pouco mais de um ano desde o anterior (junho de 2016). Seguem os enlaces para baixar junto ao texto de introdução e o índice traduzidos.

Obs.: O conteúdo do fanzine está em espanhol.

Para ler online/baixar o fanzine:

Capa/Contracapa
 Interior

Índice:

■ Epifania
■ A autoridade é o roubo
■ A pimenta no olho alheio sempre arde melhor
■ Barricadas virtuais
■ Sobre atitudes machistas dentro da convivência em espaços mistos e como identificá-las
■ Derrame contra a derrota
■ Revisão dos objetivos
■ Isso vai pelas doentes mentais
■ Poesia
■ Sons da revolta
■ Recomendo ler
■ Receitas veganas
■ Atmosfera zero

Somos as crianças perdidas de uma sociedade que nos empurrou para um beco estreito que tinha apenas duas saídas: o desespero ou a adaptação a um mundo horrível. Cheia de raiva e de memórias que ferem, abrimos o caminho através da multidão à procura de um respiro e novas cumplicidades com as quais contra-atacar. Abandonades por nosso tempo, insatisfeites, furioses, agora a nossa única pátria é a vingança. Levamos nas costas milhares de inseguranças e desilusões, mas não desistamos.

Nosso consolo é a convicção de que não há nada que você possam nos prometer. Nos sentimos seguros aqui, no lugar comum da renúncia a qualquer esperança, porque não há nada mais cruel do que a esperança. Não queremos continuar esperando, não mais sombras no céu que possam nos fazer acreditar que algo melhor está por vir. Ninguém virá para nos salvar. Queremos apertar a corda até que ela rompa, queremos libertar as bestas que se escondem entre nossas vísceras que agora são florestas e penhascos pelos quais nos precipitamos, nos atirando contra todos os relógios da paciência, contra suas retorcidas engrenagens que marcam em segundos, minutos e horas nossas múltiplas mortes. Incendiamos nossos preceitos, desaprendemos nossa docilidade. É necessário nos livrar de tudo. Viemos para arrancar tudo o que mantém o nosso mar calmo. Precisamos que a barragem rompa, que o reservatório transborde. Que afundemos. Só quando sentimos o frio no nosso interior para que possamos voltar a compreender a importância do calor de um abraço. Só quando sentimos que nos afogamos podemos entender o valor de uma mão amiga que nos ajude a sair das profundezas.

Dançamos. Rompemos. Queimamos. Corremos. Brincamos. Amamos. Odiamos. Choramos. Críamos. Voamos. Fanzines, poesia, olhares, luzes, ruído, distúrbios, sonolência, destempo e apatia. Um monumento aos relógios quebrados, uma guerra eterna contra alarmes.

Nosso desafio é conciliar a vida e desejo.

Cada contradição é uma ferida, cada ferida é uma memória, cada memória é uma fenda, nossos corações estão cheios delas. É o preço a pagar pela memória.

Pertencemos à minoria que sabe que se os maus momentos são espantalhos, os bons são um comprimido de Prozac.

NÃO
QUEREMOS
NADA
SEU


Outros incêndios:

Bombas y Besos sexto incêndio
Capa/ContracapaInterior

Bombas y Besos quinto incêndio
Capa/ContracapaInterior

Bombas y Besos quarto incêndio
Capa/ContracapaInterior

Bombas y Besos terceiro incêndio
Capa/ContracapaInterior

Bombas y Besos segundo incêndio
Capa/ContracapaInterior

Bombas y Besos primeiro incêndio
Capa/ContracapaInterior

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